O processo terapêutico não se constrói de forma imediata. Ele acontece no tempo, com continuidade e compromisso, respeitando a singularidade de cada sujeito e a história que carrega.

A psicanálise não se orienta por soluções rápidas nem por respostas prontas. O trabalho clínico se dá a partir da escuta do sofrimento, das repetições e dos impasses que atravessam a vida emocional, permitindo que aquilo que antes era vivido apenas como dor possa ganhar sentido e elaboração.

Implicar-se no processo não significa estar bem, ter clareza ou saber exatamente o que se quer. Significa sustentar a presença, a frequência e a disponibilidade para o trabalho, mesmo quando surgem dúvidas, desconfortos ou resistências. É essa continuidade que possibilita transformação.

A terapia não apaga o passado nem promete atalhos. Ela oferece um espaço ético de escuta, onde o sujeito pode compreender sua história, sair da repetição automática e construir relações mais conscientes consigo e com o outro.

Cada processo é único. O ritmo, o tempo e os movimentos respeitam o momento e a singularidade de cada pessoa.

a close up of a plastic model of a human brain
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a piece of cake sitting on top of a wooden cutting board
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